O efeito do transporte público no emprego informal

CEPESP  |  19 de dezembro de 2014
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Trabalho informal é uma das pragas de países subdesenvolvidos. Quanto menos trabalhadores registrados e empresas pagando impostos houver, pior será a arrecadação tributária e mais imprecisa será a expectativa de renda mensal dos cidadãos, com implicações óbvias para a qualidade de vida de todos.

Mas como podemos ter bons empregos fixos se o custo de chegar ao centro de São Paulo, onde eles estão, é muito alto?  E o aluguel no centro é muito mais alto do que na periferia?

Uma maneira, argumentam Ana Isabel Moreno-Monroy, pesquisadora visitante do Cepesp, e Héctor Posada, pode ser através da intervenção governamental ao criar melhor infraestrutura de transporte público.

Recentemente, São Paulo fez isso ao implementar o Bilhete Único, no nível municipal, e aumentar o alcance do metrô, no nível estadual. Bogotá , na Colômbia, optou por um sistema de subsídio específico para trabalhadores informais.

O texto  apresentado por Ana Isabel em seminário no Cepesp argumenta que a solução colombiana tem um efeito negativo com relação à ocupação de empregos formais, enquanto a mistura de Bilhete Único e mais metrô foi muito boa para aumentar a circulação dos empregados antes informais para empregos fixos.

Em entrevista ao blog logo após o seminário, Ana Isabel comentou as ciclovias paulistanas. “Ciclovias não contribuem para resolver o problema da mobilidade. Bogotá tentou instalar 330 quilômetros delas. É uma cidade plana e isso ajuda muito. Mas não refletiu muito na quantidade de pessoas que usam bicicleta para trabalhar. Valem mais para trajetos curtos e para pessoas que costumava andar e agora usam bicicleta. Deixar de usar carro e usar bicicleta é menos provável, pois é menos seguro em São Paulo e implica menor status social em Bogotá”, disse ela.

Confira a primeira e a segunda parte do seminário.

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