Projeto mapeia bases de dados de 5 grandes cidades para desenhar políticas públicas

CEPESP | 6 de dezembro de 2019

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As cidades de São Paulo, Miraflores (Peru), Montevideo (Uruguai), Quito (Equador) e Xalapa (Mexico) têm, juntas, 289 bases de dados públicos e privados relacionados à temática de desenvolvimento urbano sustentável e acessáveis pela internet. Embora a maioria das bases já esteja em formato aberto _ e portanto acessível_ há muita dispersão de dados entre as diferentes páginas de cada municipalidade na internet, há muitos projetos descontinuados e há várias bases de dados sem atualização definida.

Entre os temas mapeados, mobilidade é o assunto para o qual o conjunto das cinco cidades mais disponibiliza informações. Esta constatação, entre outras, compõe os resultados preliminares da primeira fase de um ambicioso projeto que une as cinco cidades. Ele é desenvolvido por diferentes centros de pesquisa da FGV, dentre os quais o Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp/FGV) e é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A pesquisadora do Cepesp/FGV, Patricia Mello, participou nesta
quarta-feira de um seminário em Miraflores, no Peru, para apresentar e discutir
os primeiros resultados deste grande projeto, que também conta  com apoio do Waze, que está disponibilizando dados
de mobilidade oriundos da sua plataforma.

Como a influência
do big
data
 e das novas tecnologias na transformação das cidades e de
sua gestão urbana é tendência irreversível, o objetivo do projeto é fazer com
que essa imensa massa de dados possa ser melhor investigada e usada para
planejar melhores políticas públicas. Por isso, a primeira fase do projeto foi
o mapeamento das bases já existentes, seu diagnóstico e sugestões para o
aprimoramento, tanto da coleta como do compartilhamento destes dados. De acordo
com Patricia, “entre a produção diária da grande massa de dados e a formulação
de políticas públicas baseadas nesses dados, há um enorme caminho por ser
percorrido, mas ele necessariamente passa por identificar oportunidades de uso
dos dados que sejam devidamente abertos para desenhar estratégias de
desenvolvimento.”

Uma etapa seguinte do projeto _ que também já foi desenvolvida e está em processo de alimentação pelas cidades _ é o desenho e a adoção de uma plataforma para armazenar, difundir e distribuir os dados para  permitir o desenvolvimento de protótipos destinados justamente ao planejamento e análise de políticas públicas.

Com a plataforma em
operação, seria possível, por exemplo, a partir dos dados do Waze, construir um modelo baseado em
dados de velocidade e georeferenciamento do 
tráfego nas cidades que antecipe o risco de acidentes, explicou
Patricia.

Saiba mais sobre este projeto de pesquisa aqui.

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